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Mercado imobiliário após a COVID-19: o que pode acontecer?
Mercado imobiliário após a COVID-19: o que pode acontecer?

01 DE ABRIL DE 2020

Estamos vivendo um momento que ninguém havia imaginado. Em atividade, apenas empresas e serviços essenciais. Comércio (quase em sua totalidade) e indústrias (o que inclui a construção civil) pararam no estado de Santa Catarina.

São muitas as incertezas: como será esse período? Em qual data voltaremos ao normal? Como mensurar os prejuízos? Quantas pessoas sofrerão mudanças significativas com esta situação? E empresas? Enfim... são inúmeras perguntas e poucas respostas no momento.

A construção civil no nosso estado é destaque a nível nacional - é de conhecimento geral que o litoral norte de Santa Catarina apresenta empreendimentos no topo do ranking dos maiores do país e há novos arranha-céus sendo construídos para quebrar ainda mais recordes. Corrigindo: havia, uma vez que no atual cenário todas as obras foram paralisadas.

Esse é apenas um dos reflexos no cenário econômico pós-pandemia, do qual vou apresentar alguns prognósticos (ainda bem empíricos) separados em dois momentos: o momento inicial, imediatamente posterior à parada; e a retomada da economia e do mercado imobiliário, um pouco mais pra frente em relação ao surto de COVID-19.

Com relação ao primeiro momento, de mudanças e preocupações do mercado:

  • Materiais escassos e preços corrigidos: com a parada na indústria, a produção de insumos variados acaba atrasando (pisos, massas, madeiras, ferragens - todo material é afetado). Somando isso a uma retomada das atividades e aceleração das obras para onerar o mínimo possível o tempo de entrega de empreendimentos, a demanda será alta e é natural que alguns materiais faltem no mercado. Demanda aumenta, oferta diminui, preços sobem (principalmente os que estão diretamente relacionados ao dólar).
  • Remanejamento de datas na entrega dos empreendimentos: sabemos que a parada da indústria em função dos decretos, como os feitos pelo governo do estado de SC, gera um efeito dominó. Isso afeta diretamente a produtividade no período posterior, conforme os dois itens citados acima. É natural que as datas de entrega, principalmente dos empreendimentos com previsão para os próximos meses, sejam repensadas.
  • Seleção natural: É inevitável, em cenários de mudança como o atual acaba ocorrendo uma seleção natural por qualidade/performance, tanto a nível de profissionais quanto de empresas. Quando falamos em pessoas, é protocolar que para manter saúde financeira as empresas reestruturem seus orçamentos e repensem seu efetivo. Nesse sentido, buscar aprimorar suas capacidades, ser multidisciplinar e ter resiliência serão diferenciais no plano de carreira de cada profissional. Sobre as empresas: quem tiver melhor planejamento vai se sobressair. Tomar decisões assertivas para manter um funcionamento sustentável em um cenário com aumento de inadimplência é fundamental. Logicamente, construtoras mais estruturadas, que já saíram do primeiro ou segundo empreendimento, tendem a sentir menos os efeitos dessa situação. Por isso, sempre ressalto ao consumidor a importância de buscar construtoras que já possuam um histórico positivo e, principalmente, caixa suficiente para “dar conta” do andamento das obras em períodos de crise (visto a já citada inadimplência elevada e redução considerável nas vendas).

Após toda tempestade sempre haverá a bonança. Com certeza a tempestade vai passar e vai fazer a humanidade mais forte!

Agora, pensando um pouco mais pra frente, vamos falar do segundo momento do mercado pós-Covid, com a economia buscando alternativas e voltando a caminhar:

  • Acesso a crédito: há alternativas de crédito sendo estudadas pelo Banco Central nesse momento com objetivo de injetar ativos na economia. O considerado “maior plano de liquidez da história” já foi anunciado e é questão de tempo para que entre em vigor. Além disso, o cenário pré-crise era de ascensão - o dinheiro já estava girando no mercado e as vendas apresentavam aumento. Isso não vai mudar, é uma pausa apenas! Retomando a normalidade das atividades, o mercado vai voltar com gás total.
  • Juros baixos: com a SELIC em 3,75% e o novo anúncio do Banco Central, que entre várias medidas antecipa a publicação da Ata do Copom para a próxima segunda-feira, a tendência é que os juros diminuam a um nível bastante atrativo ao nosso mercado, com condições inéditas;
  • Valorização: retomando as atividades, com juros baixos e acesso ao crédito, o consumidor tende a buscar locais estratégicos. Vejo que aqui um dos principais indicadores será o crescimento econômico da cidade/região - a busca será por locais acima da média nacional, de preferência com economia menos suscetível a crises e com investimentos em infraestrutura. Por isso, mais uma vez lembro de Navegantes - cidade que só neste ano tem a privatização do Aeroporto Internacional, construção de novos terminais, duplicação da BR-470 e obras nos principais acessos rodoviários.
  • Flexibilidade: as empresas tendem a ser mais flexíveis na aceitação dos negócios, buscando viabilizar com mais facilidade os empreendimentos e reajustar a economia à crescente de números surpreendentes que estava vindo desde o último semestre de 2019.

Ainda há um déficit habitacional enorme no nosso país. Tudo vai se normalizar e o crescimento será retomando, sim, após este momento de pandemia.

A construção civil continuará sendo uma das principais indústrias deste país, entre as que mais empregam e que movimentam bilhões todo ano.

Pode ter certeza: haverá sim um sol nascendo amanhã. Profissionais, empreiteiros, imobiliárias, construtoras... pessoas e empresas, todos nós vamos levar desta fase um aprendizado. Vamos juntos passar por essa situação e seguir nossa história, sempre com a vida em construção!

   


    

O AUTOR

Marlon Baumgartner

Graduado em administração, pós-graduado em direito imobiliário e ambiental, Marlon é gerente comercial da Inbrasul Empreendimentos há quatro anos. Especialista em vendas de imóveis de alto padrão, gerencia os corretores internos e externos da construtora e apresenta resultados expressivos - atualmente, o percentual médio de unidades vendidas nas tabelas de empreendimentos é de 92%.

Obs.: Os comentários e posicionamento acima redigidos são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem, em sua totalidade, o posicionamento da Inbrasul Empreendimentos.

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